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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Hoje todos nós perdemos uma filha

HOJE EU PERDI MINHA FILHA
18/10/2013
Ana Coutinho

Hoje eu perdi minha filha. Hoje várias mães e pais perderam seus filhos......
Hoje uma família perdeu uma filha. Hoje uma filha perdeu seus verdadeiros pais.
Hoje alguém brincou de deus. Brincou com destinos e sentimentos. Hoje alguém foi cruel. Essa crueldade nos fez perder...
Hoje eu, que já sou mãe, perdi também. Hoje você que ainda não é mãe, nem pai, perdeu o direito de querer ser especial pra alguém. Hoje, e de hoje em diante, perdemos a oportunidade de salvar alguém; uma criança. Isso foi tirado de nós.
Hoje meu coração está como o de quem perde um sonho. Um filho.
Hoje perdi minha filha, que ainda nem é minha. Perdi a esperança e te-la. Hoje tiraram de nós, mães e pais de coração, a certeza de um dia sermos agentes de transformação na vida de algum pequenino.
Hoje eu chorei. De raiva. De dor. De medo. Chorei.
Minhas lágrimas estavam mais densas, pois vi nessa decisão a incerteza do meu futuro. Hoje meu coração apertou por não saber se vão me deixar apertar as mãos de quem espero.
Hoje senti medo. Hoje eu perdi. Você perdeu.
Hoje eu vi que a justiça pode ser cega, mas não burra. E ela foi burra. Incoerente.
Hoje eu vi uma criança deixar de ser criança para virar número. Estatística.
Hoje eu vi o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e senti nojo por ele ser só um papel cheio de letras bonitas. Eca, credo! Palavras só são vida quando colocadas em prática; ou serão eternamente palavras mortas.
Hoje eu olhei pra minha filha Mariah e pensei na que "procuro". Será que quando eu a "achar" vão me permitir ama-la? Será que a justiça irá brincar de Sorte ou Azar comigo também? A resposta pouco importa pois hoje muitos de nós perdemos nossa oportunidade de sonhar, de fazer e de amar.
Não é apenas a familia da Duda que sofre. Eu sofro. Se você tem coração, você sofre. Se você é pai/mãe, sofre também. Eu sei.
Mesmo assim, sigo crendo que o que se perde se acha. E assim sigo crendo que acharemos nossos filhos. E eles ficarão conosco. E nós os amaremos.
E que as Dudas, Diegos, Marcelas, Paulos, Rafaeis, Vivianes, Danieis, Rebecas, Davis, Joanas e a minha Zoe possam receber o amor guardado no peito de cada pai/mãe que os procura. Que o abandono não se repita. Que a justiça não os maltrate. Não nos maltrate.
Hoje eu perdi minha filha. Mas não vou deixar de procura-la.
http://anacoutinhos.blogspot.com.br/2013/10/hoje-eu-perdi-minha-filha.html
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  • Lindas palavras da Ana Coutinho, eu como mãe adotiva assino embaixo, que pena que uma decisão como essa estrague todo trabalho dos grupos de apoio a adoção desse país.


Programa Fatima Bernardes

http://tvg.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/


Assistam a essa reportagem sobre a menininha Duda de Minas gerais que deverá ser devolvida aos pais biológicos depois de ter  permanecido durante mais de três anos em uma familia substituta, com quem criou laçõs afetivos
É emocionante , eu como mãe biológica e adotiva me coloquei no lugar desses pais, era o meu maior medo durante todo o meu processo de adoção.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Angaad se manifesta sobre devolução da Duda

A Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD) se manifestou contra a determinação judicial que ordenou a devolução da menina M.E, de 4 anos e 5 meses, aos pais biológicos após adoção por uma família de Contagem, na Grande BH. Por enquanto, o retorno da criança está suspenso, conforme decisão, em caráter liminar, do desembargador Caetano Levy. Ele acatou o pedido dos advogados da família adotiva e suspendeu a entrega da criança para os pais biológicos. Nesta quarta-feira, o caso deve ser pauta no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), quando o desembargador Belisário de Lacerda, autor da primeira decisão de devolução, poderá referendar ou não a o veredicto da liminar.

A ANGAAD afirma que “a devolução de qualquer criança à família biológica após tal lapso de tempo reconhecidamente lhe provocará danos psicológicos profundos e indeléveis”. A associação considerou que repercussão da disputa judicial trouxe temor e insegurança a muitas famílias adotivas e pretendentes à adoção, colocando em risco o instituto da adoção.

Segundo a ANGAAD, “os habilitados no Cadastro Nacional de Adoção, que aguardam ser chamados para tal, passaram a recusar-se a receber em seus lares crianças ainda não destituídas do poder familiar, por medo de perdê-las após anos de amor, cuidado e dedicação”.
Conforme texto do manifesto, “a ANGAAD defende que a adoção é via válida, legal, ética e nobre de formação de famílias, fazendo jus a todas as garantias e direitos previstos constitucional e infraconstitucionalmente. Defende que a “família adotiva” não constitui “família substituta”, no sentido de que seus filhos em guarda provisória possam a qualquer momento, independentemente do lapso de tempo decorrido, ser sumariamente retirados de seu lar para devolução à família biológica ou para outra destinação qualquer”.

A associação espera que o direito a família adotiva seja respeitado com a manutenção da guarda. “A ANGAAD defende que a criança não é objeto de direito de seus genitores, nem propriedade destes, mas, sim, sujeito de seus próprios direitos – direitos estes prioritários e exclusivos quando em confronto com quaisquer outros, inclusive os pertencentes a seus genitores”.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O caso Duda


Uma menina de quatro anos é alvo de uma disputa judicial em Minas Gerais entre a família que a adotou e os pais biológicos, que recentemente obtiveram decisão favorável do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) para o retorno da menina à casa dos genitores.
O empresário Válbio Messias da Silva, 50, disse que a menina chegou à casa dele com um ano e dez meses, em 2011, com a guarda provisória emitida pela Justiça. Segundo ele, a iminente separação, depois de dois anos e meio de convívio com a criança, é motivo de revolta e angústia na família, principalmente na filha biológica de 12 anos, que, de acordo com ele, está traumatizada pela possibilidade de não conviver mais diariamente com a menina de 4 anos.
A decisão da Justiça foi feita em abril deste ano e reformou sentença de primeira instância que havia retirado a guarda da menina aos pais biológicos ao decidir pela "destituição do poder familiar", motivada pela denúncia de maus-tratos feita pelo Conselho Tutelar e acatada pelo Ministério Público. A criança então, segundo o empresário, foi indicada a ele e à sua mulher, que haviam se cadastrado em programa de adoção na Vara da Infância e Juventude de Contagem e estavam no topo da lista.
Depois da decisão judicial, o advogado do casal entrou com recurso destacando a criação do laço afetivo gerado pelos anos de convivência. O pedido foi negado pelo tribunal. Nesta quinta-feira (17), uma reunião na Vara da Infância e Juventude de Contagem, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, será realizada para tratar da devolução da menina aos pais biológicos, que têm mais seis filhos e haviam perdido a guarda de todos eles, mais a da menina, em razão de terem sido acusados de maus-tratos.
O casal teria conseguido comprovar a reversão do quadro de degradação familiar, segundo a advogada de defesa, Cinthya Rodrigues. O TJ não comenta os detalhes do processo porque ele é protegido pelo segredo de Justiça.

Na rede social Facebook  foi criada uma página chamada #ficaduda e já são inumeras pessoas compartilhando a pagina com pedidos e fotos com adesão para que ela continue com a família que a acolheu durante mais de 3 anos, afinal como explicar a uma criança de 4 anos que a partir de agora a mamãe e o papai não serão mais aqueles e sim outro casal que ela desconhece.Fica a pergunta: " o que acontecerá com essa criança psicológicamente falando?

 

Polêmica: pais adotivos estão com medo da justiça 4/4 - TV Alterosa - Belo Horizonte

Polêmica: pais adotivos estão com medo da justiça 4/4 - TV Alterosa - Belo Horizonte

Relatos de histórias

Toda história de Adoção é recheada de muita expectativa e emoção , gostaria muito de publicar sua história aqui no meu blog.
Não é  por  curiosidade não, é  para que sirva de exemplo e motivação para aqueles que ainda relutam em adotar.
Se quiserem me mandem por email: marygod51@hotmail.com, a história e fotos, publicarei com prazer