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sábado, 26 de abril de 2014

Reunião Mensal do Grupo Laços de ternura

 Hoje dia 26 de Abril de 2014 realizamos mais uma reunião do Grupo de Apoio à  Adoção Laços de Ternura. Como sempre muito esclarecedora e com a participação de muitos amigos.
Hoje a querida amiga Dra Shirley falou sobre os aspectos juridicos da Adoção, nesses  11 anos que frequento o grupo já ouvi várias vezes sobre esse assunto mas a cada repetição sempre tem  aspectos novos a aprender, quando alguem me pergunta sobre adoção  sempre tenho uma dica para dar e ajudar
.No proximo mes de maio nossa reunião será substituida por um evento
 comemorativo ao Dia Nacional da Adoção e nossa Terceira Caminhada pela Adoção.








Fiquei muito feliz hoje pois conseguimos aumentar nossa caixinha, pois  nosso grupo é mantido voluntariamente com pequenas doações que arrecadamos mes a mes dos participantes.
Começamos a vender camisetas e a fazer reservas das mesmas, pois queremos que todos participem da caminhada  com elas.
Obrigado a todos que participaram com a compra das camisetas e pela contribuição na nossa caixinha

Entregar um filho para ADOÇÃO






Flavia Duarte
 Revista do CB Publicação:14/03/2014 13:00Atualização:14/03/2014 12:53

Falar de experiência tão dolorosa é reabrir feridas que nunca se fecham
Um reencontro pressupõe a existência de uma separação prévia. A forma de lidar com essa ruptura, porém, varia pela causa, pela intensidade da dor que a provocou e pelo tempo de distanciamento. No caso da pedagoga Denise Kusminsky, 57 anos, a separação durou 34 anos. Ela buscava Sylvio, de quem só conheceu o som do choro de recém-nascido. Não tinha ideia dos traços de seu rosto, do porte do seu corpo, nem do tom da sua voz. Sylvio, por sua vez, só teve noção de que precisava reencontrar Denise já adulto, quando soube que ela era sua mãe biológica. Ele foi buscá-la. Queria entender a razão que levou mãe e filho a seguirem rumos distintos.
A explicação, Denise contou a ele há quatro anos, quando o rapaz, de 38 anos, a procurou. Identificou a mãe pelo sobrenome incomum, que ela fez questão de manter como solteira, já pensando em deixar um rastro para o reencontro. Agora, num ato de coragem, a paulistana torna pública a decisão de entregar seu bebê aos cuidados de uma outra família. Ela acaba de lançar um livro de título que resume esse momento da sua vida. Reencontro fala das razões que a levaram a abrir mão da maternidade e como foi se apresentar como a mãe de um homem casado, já com filho e independente. “Eu ainda o via como um menino. Quis colocar minhas mãos sobre as dele e as dele já eram tão grandes… eram tão maiores. Eu imaginava que encontraria um garoto e não me conformava com aquela diferença entre idades”, descreve a autora em seu relato.

Falar de experiência tão dolorosa é reabrir feridas que nunca se fecham. Denise teve oportunidade de conhecer seu filho depois de mais de três décadas. Hoje, são “amigos”, como ela define. Agradece a chance de ter podido ser avó do filho dele. Mas a dor da lacuna em suas vidas permanece — o remorso pelo tempo que nunca voltará, do passado do qual não fez parte. “Qual foi sua primeira palavra? Como era o som da sua voz? Esse som eu nunca, nem em sonhos, ouvirei. Acabou. O tempo passou e não admite volta”, escreve Denise a seu primogênito.

Assim como ela, outras mulheres passam pela cruel decisão de entregar os filhos à adoção. Um gesto do qual não saem ilesas. Tornam-se rés perante sociedade — são as “desalmadas”, acusadas de abandono da própria prole. Muitas viram as juízas da própria história e, como pena, carregam uma culpa sem fim. Mas, na verdade, a maioria delas é apenas vítima de um contexto, carentes de suporte emocional, estrutura familiar, dinheiro e amor.

Diante de relatos de mulheres que tomam coragem para explicar o porquê de entregar seus filhos a outra família, fica a pergunta: qual razão maior, e tão sem solução naquele momento, as impediu de seguir no papel de mães? “Para entender a entrega, tem de entender primeiro quem é essa mulher, que, muitas vezes, também foi abandonada”, considera a psicanalista Maria Luiza Ghirardi, estudiosa do tema e membro fundadora do grupo Acesso — Estudos, Intervenções e Pesquisa sobre Adoção, do Instituto Sedes, de São Paulo.

O abandono parte do companheiro; da família; da sociedade; do Estado, muitas vezes omisso no papel de oferecer condições mínimas para a maternidade. “A entrega é um processo com variáveis psíquicas e sociais muito complexas. Não há dados que digam qual a maior causa, mas as questões socioeconômicas são algumas das razões que prevalecem”, acrescenta Maria Luiza.

Algumas delas não conseguem amar seus bebês porque nunca foram cuidadas e se sentem incapazes de cuidar. Outras foram deixadas pelos companheiros e se viram sem condições de cuidar, sozinhas, de uma criança. Alguns filhos são frutos de traição, a prova mais concreta e indelével de uma relação fora do casamento, inaceitável para o companheiro. Certas mães não conseguem nem mesmo cuidar de si, seja por causa do desatino provocado pelas drogas, seja pelo desvario de uma mente doente. Há crianças que nascem como consequência da violência sexual e trarão, para sempre, com sua presença, lembranças que essa mãe quer esquecer.

Há até as que já são amparadas pela família, igualmente carente, e que também não podem assumir a responsabilidade por mais um rebento dessa mulher. Ou, simplesmente, há as conscientes de que aquele recém-nascido enfrentará tantas dificuldades, que a melhor sorte é dar a ele a chance de ter uma vida melhor, que ela própria não pode usufruir, muito menos oferecer. “O ato rompe com o mito das mulheres que trazem instintivamente o amor pela criança, pelo filho. O mito de que todas as mães devem amar seu filho de maneira incondicional e, por isso, são rejeitadas pela sociedade”, acrescenta a psicanalista Maria Luiza Ghirardi.

Mas quem disse que elas não amam as crianças das quais abriram mão de ver crescer? “É um gesto extremo de amor: ter a lucidez de que não se pode cuidar daquela criança e de que é preciso buscar o melhor para elas”, defende a juíza Vera Deboni, da Vara da Infância e da Juventude de Porto Alegre, também coordenadora da Secretaria da Infância e Juventude da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Sua história

Sua história será muito bem vinda neste blog. Já vi pessoas que estão em duvida sobre a adoção e um simples relato as fazem se decidirem. Meu email para contato é marygod51@hotmail.com, se preferirem omitirem ou trocarem os nomes na história não haverá problema

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Precisamos urgente de ajuda






Queridos amigos e amigas do Grupo de Apoio à   Adoção Laços de Ternura, todo evento que foi proposto pelas nossas  voluntárias Shirley, Maria Ines e a Kelly até hoje,desde as caminhadas em maio, nossa festa de 10 anos do grupo etc....os honorários foram conseguidos unica e exclusivamente por elas.
No proximo mes  de maio  teremos novamente o Evento do Dia nacional da Adoção, teremos  como de costume   a  nossa  Caminhada  Pela Adoção pelas ruas de Santo André,  as camisetas já foram confeccionadas  este ano serão vendidas. Em conversa hoje com a Dra Shirley ela me pos a par de como andam nossas finanças, e passo pra vocês agora.Infelizmente nosso dinheiro esta muito abaixo do que necessitamos para essa realização.Contamos no momento com a quantia de 700,00 e nossos gastos estão previsto para 5.000,00.
A dra Shirley disse que esta pedindo a colaboração de todos que puderem, com a doação de 50,00.
Esclarecendo, esses 5.000,00 que necessitamos será usado para acomodação e alimentação do palestrante Dr. Alexandre  juiz e pai por adoção da cidade de Jabuticabal, para aquisição de flores, para a confecção de material ilustrativo, para a realização de um café etc....
Contamos também com vocês amigos e amigas na colaboração de contatos que queiram se juntar a nós com patrocinios, as Crianças institucionalizadas agradecem.
Qualquer informação mais detalhada entrar em contato com a Feasa através dos telefones 44367477 ou 44323026

quinta-feira, 17 de abril de 2014

SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?


Este anos de luta pelas crianças-sem-família têm me ensinado bastante sobre as instituições competentes para garantir sua convivência familiar, sobretudo a Magistratura e o Ministério Público. Sendo um integrante de uma delas, há mais de vinte anos, seria presumível, ao olhar leigo, que eu tivesse um profundo conhecimento sobre suas estruturas e funcionamento. Confesso que cheguei a pensar, há algum tempo, que realmente as conhecia, através de meu olhar interno, imiscuído na praxe de alguma Promotoria de Justiça, tomando tolamente o todo pela parte. Vejo agora, decorridos tantos anos, que eu me comportava com a autoconfiança de um menino que, orgulhoso, afirma peremptoriamente conhecer o mar após o primeiro mergulho da sua vida.
Neste tema específico, crianças-sem-família, abarrotando anonimamente as instituições Brasil afora, em função de uma experiência familiar extraordinária surgiu a oportunidade de uma outra visão destas Instituições: a visão de quem está de fora. Somando-se esta nova perspectiva à minha antiga concepção, percebi que eu realmente precisava reorganizar meus conceitos sobre o desempenho do Ministério Público e da Magistratura na área da Infância, além de intuir que nas demais áreas jurídicas poderia acontecer o mesmo fenômeno.
O fato concreto é que a simples existência de milhares de crianças passando anos em instituições já indicia que há algo a ser aprimorado no sistema jurídico de proteção da infância. É um recibo eloquente da incapacidade que o Ministério Público e a Magistratura adquiriram ao se acomodarem em práticas auto-protecionistas, demagógicas, autoritárias. Cada uma destas espécies de práticas nocivas se escora numa determinada ideologia que pretende justificá-la ou legitimá-la.
Nesse sentido, o auto-protecionismo se verifica quando a praxe política das Instituições, sob o pretexto de defender as prerrogativas de seus membros, acaba por acobertar atos de desídia, incompetência e desonestidade por parte de alguns de seus integrantes. O surgimento dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público foi necessário em função desta tendência: a falta da capacidade interna de se expurgar o mal, com rapidez e eficiência.
Em relação à demagogia, é um inimigo mais insidioso: na área da infância formou-se uma gestapo ideológica que sob o pretexto de defender o pobre, acaba por idealizar a pobreza como justificativa para qualquer ação ou omissão humana, inclusive para manter crianças vinculadas juridicamente a famílias que não as amam ou protegem. É como se, para uma criança viver em uma instituição não fosse uma aberração, um crime contra ela, um avilte à sua dignidade de pessoa humana.
Por fim, a prática autoritária: as Instituições não estão preparadas para uma palavra crítica. Não raramente há retaliações a seus detratores, com representações, investigações e artifícios punitivos apenas em função de uma apresentação em encontros e congressos que pretendem justamente refletir as práticas processuais que são impeditivas de que a criança tenha uma solução adequada para sua vida. É a cultura do “SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?”, tão comum nas ditaduras, e tão patética em tempos do Estado de Direito.
Sempre que nos manifestamos assim corremos o risco das generalizações. O Ministério Público e a Magistratura estão repletos de gente séria e trabalhadora. O que aqui se faz, com sinceridade e pureza de espírito, é convocar estas pessoas para que se somem a este dever cívico de fazer estas Instituições plenamente republicanas e democráticas. Mais que isso, é asseverar que enquanto não nos desnudarmos das nossas excelências e nos identificarmos completamente com a nossa vocação estaremos alimentando tudo aquilo que abominamos.
Sávio Bittencourt

domingo, 13 de abril de 2014

Bom dia Família Adoção - Uma Gravidez Invisível!!!!

Todos os dias ao abrir minha telinha do Not, confesso que temo em ler as aberrações que ultimamente ando lendo, temo os lamentos de dor, as mais profundas aflições de perdas que dilaceram além do coração, dilaceram a alma das mães que fragilizadas estão dentro do horror que lhes causam da noite para o dia...
Até quando, que viciosamente, estaremos lendo ou até vivenciando experiências tão degradantes de famílias sendo desmontadas e crianças sendo tratadas de maneira desrespeitosa?

Já falei e repito, a tradução de um ser como um todo, sua mente, seus sentimentos e suas mais profundas maneiras de amar, NUNCA serão traduzidas por Leis, porque leis não são pessoas, não são sentimentos, não são a rotina diária de uma família, não é a força que alimenta relações afetivas....Nenhum coração é dividido e definido em parágrafos e suas infinitas clausulas....

Tudo, mas tudo mesmo que é usado em demasia fere algo em seu meio e passa a ser desastroso, porque acaba intitulando-se a verdade única e não existe uma única verdade, o absoluto em nada quando em questão envolve-se pessoas e entre elas há um contexto que julgo ser o mais relevante dentro de um sistema: AMOR EM FAMÍLIA!

Portanto, creio que nos contextos jurídicos de nossas Leis tão falhas onde a razão prevalece adoecendo profundamente corações que falam e lutam pelo amor e pela dignidade, que está mais do que na hora de rever que análises frias ferem e que deverá haver um equilíbrio onde as questões afetividades, laços sejam também inseridas em suas avaliações....Porque se fosse tudo bom e tudo de maravilhoso não estaria acontecendo situações tão deprimentes que ferem nossos olhos ao que vemos, repudiando e nos afastando na idéia íntima de cada um de nós, de que justiça existe....Onde ela está?

Nos colocam em posição de sermos escrachados sob todas as maneiras possíveis, imagináveis .... Lamentável e doloroso!

Uma coisa é certa para mim....Além da falta da empatia, do respeito ao ser como um todo, infelizmente, nossa justiça está em altos graus de Miopia!
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sexta-feira, 11 de abril de 2014

PERÍODO DE ADAPTAÇÃO DE ACORDO COM A IDADE DO ADOTANDO


Conforme o perfil escolhido para a adoção, a adaptação de pais e crianças será diferenciada. Cada comarca estipula um período para a adaptação, que poderá ser maior ou menor dependendo da idade da criança, ou do vínculo construído com os novos pais. E como funciona o período de adaptação? O casal inicialmente conhece a criança, sem informar a intenção de adoção, evitando criar qualquer tipo de expectativas. A primeira visita costuma ser acompanhada pela assistente social até o abrigo. Inicialmente o pretendente a adoção pode passar o dia com a criança, se aproximar aos poucos e verificar se existe empatia de ambas as partes. Com a proximidade, a assistente social permite que o pretendente passe a fazer passeios com a criança, depois começam a passar os finais de semana juntos, até que passam a dormir na casa dos pretendentes. Após nova análise da equipe técnica do fórum é concedida a guarda provisória.
É importante ressaltar que no momento que os pais são chamados pela assistente social para conhecer seu filho, é um direito dos pretendentes à adoção saberem da situação jurídica da criança, se já foram destituídas do poder familiar (mais explicações na seção Perguntas e Respostas), e se não foram, qual o motivo, se houve alguma preparação das crianças para a adoção e como foi, bem como o histórico da criança, físico e psicológico, é importante saber de sua história de vida.
Quanto maior a idade da criança, maior será o período de adaptação. Cada faixa etária tem suas peculiaridades, de acordo com o desenvolvimento infantil e a história de vida da criança. Como em psicologia 2 + 2 não são quatro, e cada história de vida pode ter diversas peculiaridades e variáveis, procuramos sempre falar em linhas gerais, mas lembrando sempre que cada história é uma história, e precisa ser analisada no seu todo.
De maneira geral, podemos classificar esse período de adaptação conforme abaixo:
Bebês (0 a 3 anos de idade):
Nesse período a criança não apresentará lembranças concretas de seu passado, é mais fácil se adaptar ao funcionamento dos pais. Até os 2 anos de idade em alguns estados a guarda é imediata, não há necessidade do período de convivência/adaptação. Algumas comarcas fazem a adaptação em alguns dias, para que a criança se acostume ao casal, mas geralmente existe um rápida vinculação afetiva. Nessa fase a aproximação deve acontecer como aconteceria com um bebê gerado biologicamente, muito contato físico, acolhimento das necessidades, a escolha de um pediatra de confiança e exames de rotina. Acostume seu filho desde pequeno a conhecer a sua história, é importante que ele saiba que chegou até vocês pela adoção! Conte histórias na hora de dormir sobre o quanto desejaram um filhinho, que não nasceu da barriga da mamãe, mas estava destinado a ser o seu filho. Use a sua criatividade, misture a história de vocês com a história da criança, sempre falando com naturalidade, para que ele cresça seguro de suas origens. Quanto mais natural for para você e sua família, será natural para criança.
Dos 4 aos 7 anos:
Mesmo que a criança tenha sido abrigada por um tempo, ela ainda sonha em ter uma família. A vontade de se adaptar ao casal é muito grande, mas é claro que essa adaptação depende de como o processo de aproximação será conduzido, se ainda existe contato com a família biológica, se a criança tem irmãos e eles ficarão no abrigo ou serão adotados por outras famílias. Atualmente o Poder Judiciário evita separar grupos de irmãos (desde que haja vinculo, quando os irmãos não convivem costuma-se separá-los para facilitar a adoção). Cada situação precisa ser estudada e pensada pelo casal, para que a aproximação e a vinculação aconteçam da melhor maneira possível. Geralmente nesta idade a criança chama o casal de “pai e mãe” com rapidez, adaptando-se a família de maneira relativamente tranqüila. Busca semelhanças físicas e psicológicas, perguntando se é parecido com o casal. Usualmente o período de adaptação e vinculação pode levar até dois anos, por isso é necessário que o casal esteja preparado para os altos e baixos emocionais que virão nesse período, sempre acolhendo e deixando claro que são seus pais, e esclarecendo todas as dúvidas da criança quanto a sua história de origem.
Dos 8 aos 12 anos:
São crianças que já possuem um sofrimento muito grande, é como se uma casca fosse construída para evitar novas decepções. O medo do abandono já faz parte do funcionamento deles, e o período de testes pode ser maior e mais intenso. É preciso preparo do casal, muita leitura, apoio psicológico, mas é possível uma ótima vinculação, tudo irá depender da estrutura emocional da família e do acolhimento oferecido. A criança já tem uma lembrança viva dos genitores e da própria história, é preciso orientação para que o casal lide com a carga de sofrimento que vem acoplada à criança. Dependendo da história dos genitores é possível que a criança sinta culpa por deixá-los em uma situação desfavorável. Além de participar dos grupos de apoio, é importante a psicoterapia individual e familiar. Lembrando sempre que amor, diálogo e orientação psicológica auxiliam... e muito! Conheço muitos casos felizes de adoções tardias.
Acima dos 12 anos:
Muitos preferem fazer um apadrinhamento afetivo ao invés de adotar adolescentes. Infelizmente a partir dessa idade a adoção é quase inexistente, devido ao medo dos pretendentes em não conseguir lidar com essa fase da vida. Como em qualquer um dos casos citados acima, é preciso preparo e afeto, mas principalmente direcionamento para aquela criança que cresceu em uma Instituição, ou negligenciada pelos genitores. É preciso priorizar o vínculo afetivo sempre. Muitos pais se preocupam em correr atrás do tempo perdido na parte pedagógica, mas tente ter paciência, pois seu filho passou por muitas mudanças, e precisa se sentir seguro emocionalmente para conseguir se interessar por outros assuntos. Algo muito comum nesse período é a indiferença, especialmente quando os pais tentam tirar algum benefício como forma de castigar e impor limites (internet, vídeo game, etc..). As crianças maiores e os adolescentes reagem com indiferença, como se não ligassem para nada do que é cortado. É quase como se dissessem “nunca tive nada, não me importo se você tirar o que eu não tinha antes”. O estabelecimento de limites e a vinculação são o ponto principal, e a ajuda psicológica é essencial, especialmente para fortalecer os pais nos momentos de ansiedade.
Após o período de adaptação que costuma demorar alguns meses, dependendo da idade da criança e do adolescente (quanto maior a idade, maior o período de adaptação), é preciso ter consciência de que quando se decide adotar não há volta (a não ser em casos extremos). A criança ou o adolescente passa a ser seu filho, sua responsabilidade, com as coisas boas e ruins que vieram juntos. Filho não se devolve e o amor é construído dia a dia, com a convivência. Tente diferenciar se as dificuldades que surgem na sua família são relacionadas à adoção, ou se a questão é da dinâmica familiar (que poderia acontecer com um filho biológico). O acompanhamento psicológico pode auxiliar, especialmente com um profissional que entenda a dinâmica da adoção e suas peculiaridades.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
VARGAS, Marlizete Maldonado. Adoção tardia: da família sonhada a família possível. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998.
Weber, Lídia Natália Dobriansky & Kossobudzki, Lúcia Helena Milazzo Filhos da solidão: Institucionalização, abandono e adoção. Curitiba: Governo do Estado do Paraná, 1996.
http://www.psicologiadaadocao.com.br/painel/noticias-descricao.php?id_noticia=7
Texto copiado da página Diario da Adoção no facebook

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Caso DUDA


"Quem é Duda? Uma criança pode ser um Objeto?" from angaadangaad on Vimeo
Assistam e compartilhem.

Adoção Brasil

REPASSANDO
ADOÇÃO NO BRASIL....
Termino o meu silêncio aqui...
Por um tempo não postei notícias sobre o processo de Rafaela...
Como a mãe biológica estava escondendo a criança, e nós não conseguíamos vê-la, o desembargador nos encaminhou para mediação. Reunião onde as duas partes, pais afetivos e biológicos tentam um acordo amigável, esquecendo as divergências, as mágoas, e focando na criança... Aconteceram 3 reuniões. Passei por cima de tudo, chorei, me humilhei,conversei, fiz de tudo para ter uma convivência amigável com a mãe biológica, por Rafaela...Consegui ver minha filha 3 vezes... Buscando pela manhã e entregando no final da tarde.
O tempo foi corrido, pois da Tijuca, onde moramos para Bangu perdemos muito tempo na Av Brasil...
Na primeira vez que ela nos viu, depois de todo aquele tempo, ela olhou pra mim, dentro dos meus olhos e choramingou... eu entendi... ela não entendia pq eu a abandonei... foi muito duro...
Quando chegou em casa, agarrava seus brinquedos, suas roupas e dizia: é meu mamãe, é meu!
Sim filha, tudo isto é seu!
Rafaela nem de longe lembra a criança feliz, tagarela, amorosa que era... mudou... quem não mudaria após o trauma da separação brusca de tudo com o que ela conviveu por 2 anos, desde o seu nascimento?
Pior de tudo foi na hora de voltar... minha filha olha o local ainda no carro e chora angustiada falando: não mamãe, não!
Eu não tenho opção... mesmo com Rafaela agarrada ao meu pescoço, chorando, gritando, eu tenho que entregá-la. E a mãe biológica a toma sem nenhum carinho e paciência e diz que ela é manhosa...
Não! Rafaela nunca foi manhosa, ela não a conhece... minha filha está manhosa nesta fase difícil da vida dela, onde infelizmente a "Justiça" não se importa com o seu sofrimento...
Como em todas as vezes que fomos entregá-la , ela teve o mesmo comportamento, a mãe biológica alegou que as visitas não estão fazendo bem a ela e desistiu da mediação.
Acabou o acordo... estamos esperando ser marcado o dia para o julgamento da nossa apelação...
Enquanto isso, conseguimos visitas em finais de semanas alternados.
A mãe biológica já disse que Rafaela vai para a creche na segunda feira que vem...A menina está abalada emocionalmente, ainda não se adaptou à nova realidade na casa deles, e já vai ser colocada numa creche... uma nova adaptação... e eu, não posso fazer nada... Apenas pedir a Deus que proteja minha filha que está sofrendo...
Estou postando uma foto dela vindo para nossa casa no dia da visita.

POR QUE DEMORA TANTO? SOBRE FILHOS E CÃEZINHOS.

Texto tirado  da pagina do facebook  Diario da Adoção de Paulo Wanzeller
09/04/2014
Por Rosana Ribeiro da Silva
Hoje vi uma habilitanda (pessoa em processo de habilitação para poder adotar criança no Brasil) indignada questionar-se e aos demais sobre se deveria adotar uma criança ou criar cãezinhos.
Claro que a afirmação foi jocosa. A moça não quis em momento algum comparar crianças a lindos cãezinhos!! Ela estava sim demonstrando a sua indignação com a demora entre o decidir-se pela adoção ao ter em seus braços um filho longamente sonhado.
Esta revolta e indignação não são privilégio dela e sim compartilhados por milhares de habilitados e habilitando no nosso país e mesmo fora dele.
Então, por que demora tanto??
Aqui darei algumas explicações, mas não todas pela absoluta inviabilidade de abordá-las na sua integralidade. Abordarei apenas o porquê de não serem os bebês, que a grande maioria deseja com exclusividade, não são rapidamente disponibilizados para adoção.
A grande maioria dos quase 30.000 de habilitados à adoção brasileiros deseja adotar uma criança até 2/3 anos, branca/parda (clara), saudável e sem irmãos.
Não há que se fazer qualquer crítica a este perfil, pois é ele o limite ao qual os adotantes estão presos no sentido de terem alguma garantia de dedicar à criança a ser adotada o amor de um pai/mãe. Além deste perfil, é grande a chance de não conseguirem sentirem-se pais/mães da criança adotanda.
Assim, o perfil é a proteção maior que existe para a criança, pois o Estado terá alguma segurança de que, convocando para adotar uma criança adotantes em cujo perfil ela se ajuste, serão eles capazes de a verem, sentirem, receberem como filha sua, diminuindo as dificuldades e agruras do estágio de convivência onde se dará o processo de vinculação afetiva entre pais e filha.
Então não se critique o perfil. Aceitemo-lo apenas!
Sua alteração só se dará, se houver, após um amadurecimento interno e muito particular dos sentimentos e motivações que geram a relação de paternidade e filiação.
Então por que não há bebês suficientes para todos que os querem adotar?
Não há que se negar a parcela de culpa que cabe à demora na disponibilização destas crianças quando ela realmente se faz cabível e necessária. Esta demora é inconstitucional, frise-se, já que viola a garantia constitucional à convivência familiar e comunitária, de que são privadas as crianças longamente abrigadas.
Não discutiremos aqui estas causas e razões mais que justas. Vamos discutir aqui a demora que pode ser atribuída às leis de proteção à criança e adolescente.
O art. 19 do Estatuto da Criança e do Adolescente determina que “toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes”.
Veja que a prioridade é dada ao direito da criança de ser mantida no seio de sua família biológica, sendo a adoção medida excepcional, devendo-se sempre dar à família biológica condições para que seus filhos sejam reinseridos, caso isso se mostre possível (art. 88, VI – ECA).
É então direito DA CRIANÇA o de ser mantida na sua família de origem, sendo a sua colocação em família adotiva medida excepcional cabível apenas e tão somente depois de encerradas as tentativas de recuperação da família biológica.
Mas como o interesse da criança é prioritário e deve ser tutelado com exclusividade de qualquer outro, a lei também impõe que as tentativas de recuperação da família de origem ocorrem em um período prefixado. Assim, os §§ 1º e 2º do art. 19 impõe que a situação da criança abrigada seja reavaliada a cada período máximo de seis meses, não se prolongando o abrigamento por mais de dois anos.
Assim, uma criança poderá ficar, se houver indícios de que a família biológica a queira de volta e está se esforçando para se recuperar, até dois anos abrigada. Um bebê que chegue com poucos meses de vida poderá ter de dois a três anos quando for finalmente liberado para adoção.
São raros os casos de abrigamento de bebê de até um ano, pois de regra não é de imediato que se constata a falta de condições da família biológica de criar seus filhos de forma responsável. Apenas após denúncias e tentativas de intervenção sem retirada da criança (como é direito da própria criança) é que haverá o abrigamento.
Os bebês que são abrigados ao nascer ou com poucos meses de regra o são por terem irmãos mais velhos já abrigados ou que já passaram por tentativas de reinserção familiar. Desta forma, os bebês abrigados possuem comumente irmãos mais velhos, de 5, 6 ou mais anos.
O Estatuto da Criança e do Adolescente impõe que os grupos de irmãos sejam encaminhados juntos para adoção por uma mesma família, para que se preservem os laços fraternais. Não se alegue que o bebê, por ser um bebê, não tem laços com os irmãos mais velhos, pois estes irmãos sabem da chegada de mais um e a criança crescerá tendo direito de saber que tem irmãos biológicos.
Desta forma temos que são pouquíssimos os bebês abrigados ao nascer ou com poucos meses de vida, e quando o são possuem irmãos mais velhos, devendo todos ser adotados juntos. Mas a esmagadora maioria dos habilitados não aceita grupos de irmãos.
Os bebês disponibilizados para adoção, quando saudáveis e sem irmãos, casos realmente raros, sequer chegam a ser inseridos no Cadastro Nacional de Adoção, pois possuem adotantes em sua própria comarca. Se forem lançados no CNA o serão apenas e tão somente para fins estatísticos e não para que sejam adotados através da plataforma.
O encaminhamento de uma criança para adoção deverá sempre priorizar os habilitados mais próximos da comarca onde está abrigada a criança. Assim, serão primeiro consultados habilitados da própria comarca, depois das cidades próximas, depois no Estado, depois Estados próximos e por fim, possíveis interessados em todo o território nacional.
Temos aqui uma parcela da explicação do por que de bebês serem difíceis de serem adotados e da espera por eles ser tão longa. Não há como ser diferente, pois o interesse da criança será sempre prioritário e exclusivo em relação a qualquer outro, inclusive dos habilitados que possuem perfis restritos.
Abraços e até a próxima conversa.