sexta-feira, 17 de julho de 2015

Minha Flor

Fiz esse video com essa linda canção da Vanessa da Mata que também é mãe por Adoção para mostrar como era minha filhota de bebe e que flor linda que se tornou.Linda menina quase mulher

sexta-feira, 20 de março de 2015

Março de 2004







O casamento na igreja foi no dia 6 de março, dia de visita no Lar.  Fomos eu o Odair, a Camila no período da manhã, voltamos depois do almoço. Chovia muito, ninguém  acreditava que o casamento seria as 19 horas e as l6 ainda estávamos lá, saímos chorando por ter que deixa-la.
Me arrependi  muito de não ter insistido mais  com a diretora, para que ela  tivesse dado autorização para a saída da Natacha no dia da cerimônia religiosa, mas fiquei com muito receio de não dar conta dos convidados e de uma criança que não conhecia muitas pessoas, nesta época ela ainda era um pouco arredia com quem não tinha tido contato, ela só ficava bem comigo e com a Camila, tinha receio com o sexo masculino, isto é  devido a ausência de homens no lar e na creche, mas com o passar do tempo isso foi diminuindo.
No final de semana após o casamento agendamos a saída da Natacha, ninguém imagina as peripécias que fazíamos para que conseguíssemos agendar sempre a mesma criança. Esse agendamento era feito geralmente nas sexta feira, eu ficava em casa e a partir das 8 horas da manhã hora que a diretora chegava, ligava insistentemente para o lar, para não dar oportunidade de mais ninguém  querer  pegar a Natacha. Por várias ocasiões a Camila chegou a ir ao lar às 6 horas da manhã para ser uma das primeiras a fazer o agendamento.

Fevereiro de 2004


Neste mês nossa casa estava muito agitada, com a proximidade do casamento da Camila. No lar houve mudanças, as visitas que antes eram uma vez por mês agora passou para 2 vezes, no primeiro e no segundo sábado do mês.

 Nós éramos a única família que fazíamos as duas visitas, íamos pela manha e a tarde. Fizemos muitas amizades por lá, a Dani, psicóloga a Tia Rute, uma pessoa muito agradável e simpática, a Val, a Leo. Ajudávamos a dar almoço para as crianças e já nessa época tínhamos que sair escondidos para que ela não chorasse, nunca vou esquecer quando esticando os bracinhos  pedia   para que nós a levássemos pra casa.

 Dessa nossa história de amor, com certeza essa é uma das partes mais tristes que até hoje lembro com muita amargura. Bem continuando, além da saída normal do mês, conseguimos uma autorização para que saísse no sábado dia do casamento da Camila no civil.

 Comprei roupas novas, aliás, nesse período já tínhamos uma gaveta com roupas que minhas amigas davam de presentes para a Natacha, e que eu e a Camila  não resistíamos e comprávamos,quando a levávamos de volta ao abrigo colocávamos as roupas de lá.

No dia seguinte outro sofrimento, devolve-la para o Lar, muitas vezes me passou pela cabeça sumir com ela, ir para bem longe onde ninguém soubesse quem éramos nós, mas ainda bem que foi só um pensamento, nesses casos tudo tem que ser feito dentro da lei  para que o resultado seja satisfatório.






sexta-feira, 13 de março de 2015

Janeiro de 2004

Em Santo André havia um projeto chamado Familia Solidária, que consistia em se cadastrar no abrigo, e poder pegar crianças institucionalizadas  em determinados fim de semanas, festas etc...
Em janeiro eu me cadastrei, minha amiga Vanisse  também .A diretora do abrigo não permitia que pegássemos sempre a mesma criança para não criar vínculos afetivos, como se isso fosse possível. Todas aquelas crianças que  viviam no abrigo eram muito carentes e a cada visita que  era realizada sempre aos sábados, dezenas de braços se esticavam implorando um carinho, um afeto, é de cortar o coração
Eu o Odair e a Camila íamos nos dois horários de visita de manhã e a tarde, brincávamos com todos do berçário, as vezes ajudávamos a dar o almoço, mas nosso  foco era ver nossa menina.
Neste mesmo mês nós a pegamos para passar férias em nossa casa, o agendamento era feito nas sextas feira pela manhã , por telefone ou pessoalmente, por diversas vezes íamos as 5 horas da manhã para sermos a primeiras a agendar, uma loucura, mas que valia a pena.
O duro era na hora de leva-la de volta ao Lar(abrigo), íamos e voltávamos chorando, nosso amor pela Natacha amadureceu muito rápido e intensamente.
O pensamento da adoção também amadureceu rapidamente ,uma noite qualquer de uma segunda feira, voltei do trabalho dei jantar para meu marido e fiquei de costas na pia lavando louça e com uma tristeza profunda que eu bem sabia o que era .Na noite anterior deixamos nossa pequena no abrigo e de fora ouvíamos seus gritos chamando por nós e a lembrança desses momento até hoje me fazem faltar o ar.
Sem esperar meu marido tirou do bolso da camisa o telefone do conselho tutelar e me disse:
Vamos adota-la?????
Fiquei pasma, com a proposta, parece que ele leu meus pensamentos.
Na mesma semana eu e a Camila fomos até o Setor Técnico do Fórum( é onde trabalham a assistente Social e as psicólogas), nessa época esse setor era em outro local, não ficava dentro do Fórum.
Conversei com a Assistente Social e sai de lá super desanimada, a Veronica me disse que a Natacha não estava disponível para adoção, não sabia o que isso queria dizer.Disse-nos também que seria impossível porque ela estava na idade preferida pelos casais adotantes (1 ano e 9 meses), era branca e menina, e nós sequer estávamos habilitados no Cadastro, também não sabíamos nada sobre isso.
Eu  sempre digo que Deus articula as coisas na nossa vida como se fosse uma teia de aranha, ele vai dando as dicas, coloca pessoas em nosso caminho com um objetivo.Desde que optamos pela adoção da Natacha, eu ligava a tv e la vinha uma reportagem sobre o tema, abria o jornal e lá estava uma reportagem, sou cooperada da Coop e tenho o hábito de pegar as Revistas da Coop e lá estava uma reportagem sobre ADOÇÃO , li e em seguida liquei para a redação da revista e me deram o telefone da Maria Inês, uma assistente Social  voluntária do Grupo de Apoio a Adoção Laços de Ternura e que trabalhava na Feasa. Ficamos mais de uma hora no telefone, onde recebi as primeiras instruções de como proceder .Comecei a participar das reuniões e através de uma advogada competentíssima entrei com a papelada e passei por todos os tramites de cadastro
.Começava ali uma batalha

quinta-feira, 12 de março de 2015

um pouco da minha vida

Sou casada ha 40 anos com o Odair,tivemos três filhos, Leo ,Re e Camila
No ano de 2003 eu trabalhava em uma loja no shopping e meus três filhos ja eram adultos
Minha filha que era a caçula, trabalhava em uma creche e se afeiçoou muito com uma menininha Natacha, e me dizia que no Natal e Ano Novo daquele ano iria traze-la pra casa para passar as festas.
Ela tinha na época 1 ano e nove meses, ainda tomava mamadeira e usava fralda .Em principio disse que não queria achando que meu marido não fosse gostar e lembro bem do que disse pra ela, que nem iria olhar pra carinha dela, meu medo era me apegar, mas logico que não aconteceu assim, cheguei tarde da noite do trabalho e a pequena estava dormindo em um colchão no chão ao lado da minha cama.
Foi ai que tudo começou, em uma casa com 6 adultos, pois minha filha Camila iria casar logo no começo do ano de 2004 e seu noivo frequentava nossa casa sempre, a chegada de uma criança tudo virou de pernas para o alto.
Quando a vi achei que ela não era muito bonita, seu cabelo era muito crespo, falava muito alto quase gritando, cantava muito e era de uma simpatia e um sorriso que a todos cativou
.Depois de uns dias minha opinião sobre a beleza dela já havia mudado ,o que estampava no rosto era apesar do sorriso largo era a TRISTEZA de alguém sem afeto  e sem carinho.
Nesta primeira visita ela ficou aqui em casa uns quinze dias, não participei muito da convivência dela devido ao meu trabalho, mas o AMOR de mãe para filha começou ai mesmo
.Esta foi a primeira vez que coloquei os olhos na minha filhota, tenho razão ou não, esse sorriso que perdura ate hoje è muito lindo.
 

Explicações aos leitores

Quero pedir desculpas pelo tempo que meu blog ficou sem novas postagens.
No final de 2013 mais um integrante da minha família veio ao mundo, minha primeira neta Talita(foto abaixo)
Esta com ela no colo e querida Tia Nana(minha filha Natacha), as duas se amam muito
Ser avo é extraordinário, e´um amor indescritível, mas na mesma proporção è um trabalho árduo, ela fica todas as manhãs aos meus cuidados, frutinha, suquinho as sopinha, o banho e o sono, depois vai a tarde para a escolinha pois minha filha e professora em duas escolas diferentes, por isso ficou muito difícil para  sentar e continuar as postagens, a tarde meu tempo eu dedico a  Natacha.
Resolvi nesse recomeço contar novamente um pouco da historia da minha adoção.
Logo que conheci a Natacha comecei a escrever nossos encontros, as vindas dela a nossa casa, enfim transcrevi tudo porque como não sou jovem, a memoria vai ficando fraca, e quero que ela quando crescer saiba como tudo começou.
Depois de alguns anos passei tudo para o computador, ilustrando com fotos da época, e imprimi fazendo como se fosse um livro.
As vezes pego esse livro e o releio e sempre me comovo com tudo que passamos, ate a adoção definitiva.
Portanto a partir de amanhã começarei meu relato, so não colocarei alguns nomes reais por motivos óbvios.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Terceira Caminhada pela Adoção de Santo André

Sabado dia 24 de maio de 2014 realizamos a terceira caminhada da Adoção em Santo André, organizada pelo Grupo de Apoio Á Adoção de Santo André.Infelizmente a chuva atrapalhou um pouco pois a maioria das crianças não puderam comparecer devido ao frio unido a muita garoa. Mas o intuito e o brilho não foram ofuscados, fizemos muito barulho mesmo com  poucos e pudemos mostrar a cidade que nossa Luta é Feita de Amor, temos que compartilhar  o que queremos, um pais sem tantas crianças e adolescentes superlotando os abrigos.







Terceira semana da Adoção em Santo André






Palestrante Juiz de Direito e Pai por Adoção Dr Alexandre Gonzaga Baptista de Jabuticabal, tema Afeto e Adoção, em comemoração ao Dia nacional da Adoção

domingo, 25 de maio de 2014

um pouco da minha história de Adoção

O Grande ABC tem hoje 26 crianças destituídas do poder familiar e disponíveis para ganhar um novo lar, segundo o Cadastro Nacional de Adoção. Elas representam 6% do total de ao menos 398 crianças abrigadas na região (São Caetano não informou o número) hoje, quando se comemora o Dia Nacional da Adoção. Isso não significa que todas viverão até se tornar adultas em abrigos. Especialistas garantem que a prioridade é retomar os vínculos com a família de origem.
Segundo o integrante do Condeca (Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente) e coordenador da Comissão da Infância e Juventude da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) São Bernardo, Ariel de Castro Alves, a adoção deve ser a última opção, mas, conforme a Lei 12010/2009, a situação do menor precisa ser resolvida no prazo máximo de dois anos.
Alves explica que em alguns casos pode ser difícil cumprir o período devido à dificuldade de adoção de crianças com mais de 7 anos e também pela falta de equipes e estrutura nas varas da Infância e Juventude. “Há fragilidade das políticas sociais, que faz com que muitas crianças e adolescentes fiquem abrigados pela ausência de apoio nas áreas de Habitação, transferência de renda, entre outras. Isso acaba por ocasionar episódios de abandono e negligência, situações de solução complexa.”
No caso do não cumprimento do prazo, o juiz precisa justificar as causas, conforme explica Luiz Carlos Ditommaso, da Vara da Infância e Juventude de São Bernardo. “Trata-se de uma medida de relativa obediência e que tem dois lados. Há pessoas que estão comprometidas, que fazem tudo o que a Justiça determina, mas, no prazo de dois anos, ainda estão em tratamento contra as drogas, por exemplo, ou aguardando unidade habitacional. Nestes casos, o prazo pode ser estendido.”
Porém, a prioridade à família biológica, na opinião de Ditommaso, pode se tornar um entrave. “Um exemplo é o caso de um pai que abandonou a criança por dois, três anos no abrigo e, quando vamos proceder com a destituição familiar, ele aparece para apresentar defesa. Assim, a criança permanece por mais tempo no acolhimento e não pode ser encaminhada para adoção. O menor cresce e vai ficando cada vez mais complicado encontrar uma família por conta das exigências dos pretendentes.”
Na opinião da coordenadora da Comissão da Infância e Juventude da OAB Santo André, Shirley Van Der Zwaan, essas exigências em relação ao perfil da criança vêm mudando. Ela foi adotada tardiamente, aos 7 anos, por um homem solteiro estrangeiro. “As pessoas ainda têm preferências, mas os 141 grupos de apoio à adoção no País auxiliam os futuros pais a perceberem que crianças de qualquer idade são capazes de gerar e retribuir o mesmo amor.”
Shirley é uma das coordenadoras do grupo Laços de Ternura, que existe há 13 anos em Santo André. A proposta, segundo a assistente social do grupo, Maria Inês Villalva, é prestar orientação social, jurídica e psicológica. “Quando se resolve adotar, adota-se também seu passado, presente e futuro. Assim como um bebê gestado e parido tem sua própria personalidade, a criança adotada também.”
Para evitar a angústia gerada pelo processo de adoção, que pode se estender por anos, a psicóloga Kelly Cristina Macedo Amaral indica sempre a terapia. “A criança adotada não pode ser uma substituta para um filho biológico. Adotar é um ato de amor.”
''''''''Foi amor à primeira vista'''''''', garante mãe adotiva de jovem
A chegada de Natacha à casa da família Godoi foi uma surpresa. Ela era aluna da filha do casal Maria Aparecida Hortêncio Godoi e Odair Godoi, ambos de 62 anos, em creche de Santo André. “Ela tinha 1 ano e meio e vivia em abrigo. Minha filha era muito afeiçoada a ela e resolveu trazê-la para passar o Natal e o Ano-Novo com a gente. Na hora eu disse que não queria”, lembra a mãe, com lágrimas nos olhos.
Ao chegar do trabalho naquele dia, há 11 anos, ela se deparou com a pequenina criança de cabelos encaracolados dormindo num colchão ao lado de sua cama. “Foi amor à primeira vista.”
A família lutou para conseguir a adoção da menina. O processo foi doloroso e gerou muita ansiedade, já que, pela ausência de cadastro do casal para adoção na época, a chance de que desse certo era de apenas 1%. Com a Lei da Adoção de 2009, famílias sem o cadastro não podem adotar, conforme explica o juiz Luiz Carlos Ditommaso. “É uma forma de evitar crimes como a venda e o tráfico de crianças”, destaca o responsável pela Vara da Infância e Juventude de São Bernardo.
Enquanto esperava os processos judiciais, o casal buscava Natacha para passar todos os fins de semana com a família. “Quando a deixávamos no abrigo na segunda-feira, a sensação era que a estávamos abandonando ali.”
A família tem orgulho de contar sua história, documentada em álbum de fotos e textos por Maria Aparecida, e que Natacha faz questão de levar à escola sempre que inicia o ano letivo com outra turma. Tímida, ela garante ter orgulho de ter sido escolhida pela família. “Gosto muito dos meus irmãos”, diz ela sobre os outros três filhos do casal, a mais nova com diferença de 22 anos para a caçula.
Godoi garante que a adoção foi a melhor coisa que eles fizeram. “Muita gente diz que não é o mesmo amor, mas eu garanto que é. Ela é minha filha tanto quanto os que eu gerei.”
Após aposentadoria, casal quer realizar sonho de adotar
Desde adolescente, a hoje relações públicas aposentada Nanci Mayumi Kobayashi, 51 anos, sonhava em adotar uma criança. “Ia a abrigos trabalhar como voluntária. Doei brinquedos e bonecas para os pequenos. Sempre me afeiçoei a eles.”
Com a gravidez tardia do primeiro filho, atualmente com 8 anos, ela e o marido, o professor aposentado Laércio Bermudes, 69, resolveram agora adotar uma criança. “Não temos exigências de raça. Queremos apenas que seja menina, e tenha a partir de 8 anos”, explica Bermudes.
O casal acredita que agora, com ambos aposentados, terá mais tempo para dedicar aos filhos. “Sempre pensei em ter uma família grande. Quero realizar esse sonho”, garante Nanci.
Eles, inclusive, estão dispostos a adotar mais de uma criança, no caso de irmãos que, preferencialmente, não podem ser separados, conforme a Lei 12010/2009. “Se a criança que nos indicarem tiver irmãos, só digo uma coisa: que venha. Na hora certa vai acontecer o melhor para nós. Nada é por acaso”, opina Bermudes.




domingo, 18 de maio de 2014

http://tvt.pre.vflow.tv/api/iframe/?idContent=16339&width=480&height=375

http://tvt.pre.vflow.tv/api/iframe/?idContent=16339&width=480&height=375

http://tvt.pre.vflow.tv/api/iframe/?idContent=16339&width=480&height=375

#ADOTESEM MEDO#

Muitas pessoas ainda têm consigo uma idéia errônea sobre a adoção, uma certa aversão em ter filhos que não foram concebidos dentro de si.
É necessário desmistificar essa falsa idéia de que filhos pelas vias do coração são filhos diferentes daqueles que porventura foram concebidos e paridos de si.
Quando uma pessoa decide ter um filho pelas vias naturais, ela planeja, ela concebe, gera e vem a parir esse filho. Para adotar também é preciso planejar, conceber e gerar dentro de si mesma com a mesma vontade e responsabilidade se outrora fosse esse biológico. Adotar é um ato de coragem e muito amor, sem preconceito, e com total responsabilidade por aquele novo ser que entra na família e passa a fazer parte dela para sempre, como e tão igual à um filho biológico.
É o amor nessa fantástica e mágica doação , um amor tão simples que move o desejo de adotar, que dá a certeza de que aquela criança precisa de você e você dela, que dá paciência para aguardar as decisões jurídicas, os obstáculos a enfrentar e promove este encontro que é para toda a vida....uma perfeita gestação com seus incômodos e ansiedades.
Adotar é abrir os braços do amor para VIDAS NOVAS E NOVAS VIDAS... É uma alquimia deslumbrante que transforma o egoísmo em doações, a impaciência em tolerâncias, a tristeza de sentir-se só ou incompleta em plenitude....
Daí para frente, só pensamos no bem estar e felicidade desse filho tão amado. E aí, mesmo que esse processo seja um tanto longo quando você
segura esse filho em teus braços, você sente que as frustrações, as dores, o desgaste e os medos infundados, todos, ficaram para trás!

#ADOTESEM MEDO#

mais um depoimento de Sanclaire

sábado, 17 de maio de 2014

O que é ADOTAR

NO PRÓXIMO DIA 25 DE MAIO É O DIA NACIONAL DA ADOÇÃO....
O AMOR CIRCULARÁ EM VÁRIOS PONTOS DE VÁRIOS ESTADOS E CIDADES BRASILEIRAS.
EM CADA CAMINHADA, EM CADA AÇÃO PRESTADA NESSE DIA ESPECÍFICO, SERÁ REVERENCIADO A IMPORTÂNCIA DE EXERCITAR UM SENTIMENTO DA ALMA, NATO À CADA SER: O AMOR!
A ADOÇÃO, O ADOTAR E TER-SE UM FILHO PELAS VIAS DO CORAÇÃO É UMA FERTILIDADE EMOCIONAL, AFETIVA E ESPIRITUAL.
TENHAMOS A CONSCIÊNCIA DE QUE ADOTAR NÃO É UM ATO DE CARIDADE, COMO MUITAS PESSOAS DEFINEM AINDA A ADOÇÃO.
ADOTAR É ABRIR O PRECEDENTE DE QUE TODOS , PESSOAS E CRIANÇAS, POSSUEM O DIREITO DE CONSTITUIR UMA FAMÍLIA E QUE FILHOS CONCEBIDOS PELAS VIAS DO CORAÇÃO, SÃO FILHOS TÃO IGUAIS COMO OS FILHOS QUE BIOLÓGICAMENTE FORAM CRIADOS E NASCIDOS....AS MESMAS FELICIDADES, AS MESMAS PROBLEMÁTICAS, ENFIM SÃO FILHOS NOSSOS!
UMA PESSOA QUE ADOTA UM FILHO, SEJA SOLTEIRO(A), CASAIS HETEROS, CASAIS HOMOAFETIVOS, ALÉM DE POSSUIR MUITO AMOR DENTRO DE SI E COMPARTILHAR, SOMAR, MULTIPLICAR E DIVIDIR COM UM SER QUE PASSA A SER SEU FILHO O AMOR E SEUS DIREITOS COMO O SER E VIVER DIGNAMENTE DENTRO DE UMA FAMÍLIA É ACIMA DE TUDO DONA DE UM DESPRENDIMENTO SINGULAR ONDE O PRECONCEITO OU A REJEIÇÃO NÃO SÃO SENTIMENTOS VERBALIZADOS EM SEU SER, POIS SUA VIDA É CONSTRUÍDA E EMBASADA AO AMOR INCONDICIONAL.

PARABÉNS À TODAS AS PESSOAS INSERIDAS NA ADOÇÃO SEJAM COMO PAIS , SEJAM COMO MILITANTES DA CAUSA, POIS ESTES ULTIMOS SÃO PAIS E MÃES DE MUITAS CRIANÇAS!
,Sanclaire Marie
Esta é uma nova amiga virtual no meu facebook, adorei esta postagem e revolvi dividir com vocês.Ainda não sei se ela é mãe  adotiva, mas ela descreveu com muita sabedoria o que é ADOTAR, parabéns amiga

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Dia Nacional da Adoção

No proximo dia 25 de maio estaremos comemorando mais um Dia nacional da Adoção.
A maioria dos grupos de Apoio a Adoção fazem caminhadas, palestras, e o nosso Grupo de Apoio Á Adoção laços de ternura também sairemos para Comemorar.
Já é o Terceiro ano que em Santo André realizamos estas comemorações.
No dia 23/05/2014 as 18:30h  no Teatro Municipal  de santo Andre, teremos uma palestra com o Juiz Dr Alexandre Gonzaga Baptista juiz de Direito e Pai Adotivo, o tema será: Sentimento da Infância,Afeto e  Adoção
No dia seguinte 24/05/2014 realizaremos a Terceira caminhada pela Adoção de Santo André, nos encontraremos as 9:00h ao lado da Catedral doCarmo onde caminharemos pelas ruas centrais da cidade
Compareçam e nos ajudem compartilhando esses eventos entre seus amigos

terça-feira, 6 de maio de 2014

DEFENSORA DEFENDE ADOÇÃO A CASAIS HOMOSSEXUAIS


Domingo, 04 de maio de 2014
Da Assessoria
“Não interessa se o casal é pobre ou tem relação homoafetiva, o importante é que dará uma família àquela criança. Precisamos mudar a mentalidade do preconceito”
Representando o Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais (Condege), a Defensora Pública Cleide Regina Ribeiro participou da Mesa Redonda “Responsabilidade e desafios na promoção do direito à família”, realizada durante o 19º Encontro Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (Enapa) esta semana. O evento ocorreu no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.
Membro titular da Comissão de Promoção de Defesa da Criança e do Adolescente do Condege, a Defensora lançou três desafios às autoridades que compunham a mesa, bem como às associações presentes no evento. Ela propôs um trabalho em conjunto pelo fim do preconceito. “Não interessa se o casal é pobre ou tem relação homoafetiva, o importante é que dará uma família àquela criança. Precisamos mudar a mentalidade do preconceito”.
A fim de por em prática este processo, Cleide Regina sugeriu a atuação conjunta entre a Defensoria e a Associação dos Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD) e Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), realizadoras do encontro. Além disso, ela também solicitou publicamente o acesso da Defensoria Pública ao cadastro das crianças em abrigos, hoje restrito.
A Defensora ainda fez questão de ressaltar que abrigo não é lugar de criança, precisa ser provisório. “Abrigo também não é família. Queremos que as crianças saiam deles e, se possível, nem entrem”, declarou, sendo aplaudida novamente.
Falando da Defensoria, Cleide também ressaltou que a Instituição como um todo tem se preocupado em melhorar a fala qualificada dos Defensores Públicos de todo o País, uma vez que atua na área. Segundo ela, toda a rede em volta de uma criança é responsável pelo fato de ela passar anos em um abrigo e é preciso mudar esta realidade.
Compuseram ainda a mesa, representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Ministério do Desenvolvimento Social, Autoridade Central Administrativa Federal, Comissão Estadual Judiciária de Adoção e do Colégio de Coordenadores da Infância e da Juventude dos Tribunais de Justiça do Brasil.
http://matogrossonoticias.com.br/imprime.php?cid=116145&sid=55

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Filhos da Esperança - Documentário Completo













O video tem mais ou menos uma meia hora, mas vale muito assistir para poder entender a realidade das adoções no país, MUITO BOM

sábado, 26 de abril de 2014

Reunião Mensal do Grupo Laços de ternura

 Hoje dia 26 de Abril de 2014 realizamos mais uma reunião do Grupo de Apoio à  Adoção Laços de Ternura. Como sempre muito esclarecedora e com a participação de muitos amigos.
Hoje a querida amiga Dra Shirley falou sobre os aspectos juridicos da Adoção, nesses  11 anos que frequento o grupo já ouvi várias vezes sobre esse assunto mas a cada repetição sempre tem  aspectos novos a aprender, quando alguem me pergunta sobre adoção  sempre tenho uma dica para dar e ajudar
.No proximo mes de maio nossa reunião será substituida por um evento
 comemorativo ao Dia Nacional da Adoção e nossa Terceira Caminhada pela Adoção.








Fiquei muito feliz hoje pois conseguimos aumentar nossa caixinha, pois  nosso grupo é mantido voluntariamente com pequenas doações que arrecadamos mes a mes dos participantes.
Começamos a vender camisetas e a fazer reservas das mesmas, pois queremos que todos participem da caminhada  com elas.
Obrigado a todos que participaram com a compra das camisetas e pela contribuição na nossa caixinha

Entregar um filho para ADOÇÃO






Flavia Duarte
 Revista do CB Publicação:14/03/2014 13:00Atualização:14/03/2014 12:53

Falar de experiência tão dolorosa é reabrir feridas que nunca se fecham
Um reencontro pressupõe a existência de uma separação prévia. A forma de lidar com essa ruptura, porém, varia pela causa, pela intensidade da dor que a provocou e pelo tempo de distanciamento. No caso da pedagoga Denise Kusminsky, 57 anos, a separação durou 34 anos. Ela buscava Sylvio, de quem só conheceu o som do choro de recém-nascido. Não tinha ideia dos traços de seu rosto, do porte do seu corpo, nem do tom da sua voz. Sylvio, por sua vez, só teve noção de que precisava reencontrar Denise já adulto, quando soube que ela era sua mãe biológica. Ele foi buscá-la. Queria entender a razão que levou mãe e filho a seguirem rumos distintos.
A explicação, Denise contou a ele há quatro anos, quando o rapaz, de 38 anos, a procurou. Identificou a mãe pelo sobrenome incomum, que ela fez questão de manter como solteira, já pensando em deixar um rastro para o reencontro. Agora, num ato de coragem, a paulistana torna pública a decisão de entregar seu bebê aos cuidados de uma outra família. Ela acaba de lançar um livro de título que resume esse momento da sua vida. Reencontro fala das razões que a levaram a abrir mão da maternidade e como foi se apresentar como a mãe de um homem casado, já com filho e independente. “Eu ainda o via como um menino. Quis colocar minhas mãos sobre as dele e as dele já eram tão grandes… eram tão maiores. Eu imaginava que encontraria um garoto e não me conformava com aquela diferença entre idades”, descreve a autora em seu relato.

Falar de experiência tão dolorosa é reabrir feridas que nunca se fecham. Denise teve oportunidade de conhecer seu filho depois de mais de três décadas. Hoje, são “amigos”, como ela define. Agradece a chance de ter podido ser avó do filho dele. Mas a dor da lacuna em suas vidas permanece — o remorso pelo tempo que nunca voltará, do passado do qual não fez parte. “Qual foi sua primeira palavra? Como era o som da sua voz? Esse som eu nunca, nem em sonhos, ouvirei. Acabou. O tempo passou e não admite volta”, escreve Denise a seu primogênito.

Assim como ela, outras mulheres passam pela cruel decisão de entregar os filhos à adoção. Um gesto do qual não saem ilesas. Tornam-se rés perante sociedade — são as “desalmadas”, acusadas de abandono da própria prole. Muitas viram as juízas da própria história e, como pena, carregam uma culpa sem fim. Mas, na verdade, a maioria delas é apenas vítima de um contexto, carentes de suporte emocional, estrutura familiar, dinheiro e amor.

Diante de relatos de mulheres que tomam coragem para explicar o porquê de entregar seus filhos a outra família, fica a pergunta: qual razão maior, e tão sem solução naquele momento, as impediu de seguir no papel de mães? “Para entender a entrega, tem de entender primeiro quem é essa mulher, que, muitas vezes, também foi abandonada”, considera a psicanalista Maria Luiza Ghirardi, estudiosa do tema e membro fundadora do grupo Acesso — Estudos, Intervenções e Pesquisa sobre Adoção, do Instituto Sedes, de São Paulo.

O abandono parte do companheiro; da família; da sociedade; do Estado, muitas vezes omisso no papel de oferecer condições mínimas para a maternidade. “A entrega é um processo com variáveis psíquicas e sociais muito complexas. Não há dados que digam qual a maior causa, mas as questões socioeconômicas são algumas das razões que prevalecem”, acrescenta Maria Luiza.

Algumas delas não conseguem amar seus bebês porque nunca foram cuidadas e se sentem incapazes de cuidar. Outras foram deixadas pelos companheiros e se viram sem condições de cuidar, sozinhas, de uma criança. Alguns filhos são frutos de traição, a prova mais concreta e indelével de uma relação fora do casamento, inaceitável para o companheiro. Certas mães não conseguem nem mesmo cuidar de si, seja por causa do desatino provocado pelas drogas, seja pelo desvario de uma mente doente. Há crianças que nascem como consequência da violência sexual e trarão, para sempre, com sua presença, lembranças que essa mãe quer esquecer.

Há até as que já são amparadas pela família, igualmente carente, e que também não podem assumir a responsabilidade por mais um rebento dessa mulher. Ou, simplesmente, há as conscientes de que aquele recém-nascido enfrentará tantas dificuldades, que a melhor sorte é dar a ele a chance de ter uma vida melhor, que ela própria não pode usufruir, muito menos oferecer. “O ato rompe com o mito das mulheres que trazem instintivamente o amor pela criança, pelo filho. O mito de que todas as mães devem amar seu filho de maneira incondicional e, por isso, são rejeitadas pela sociedade”, acrescenta a psicanalista Maria Luiza Ghirardi.

Mas quem disse que elas não amam as crianças das quais abriram mão de ver crescer? “É um gesto extremo de amor: ter a lucidez de que não se pode cuidar daquela criança e de que é preciso buscar o melhor para elas”, defende a juíza Vera Deboni, da Vara da Infância e da Juventude de Porto Alegre, também coordenadora da Secretaria da Infância e Juventude da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).